17.5.13

CLIQUE OITO


Antes de colocar o projeto com Gugui em prática acabei tendo outra idéia por acaso. Ouvindo música e enfrentando a rotina de voltar pra casa depois das aulas [viajando todos os dias], parei e fiquei prestando atenção na estrada, nos faróis, nas luzes, nas placas e pensei num segundo vídeo.

No dia seguinte, levei a câmera e comecei a filmar partes específicas do trajeto sem foco, para destacar somente as matizes e as luzes no meio do escuro em movimento. Foram vários videozinhos de duração bem curta que, de certa forma, casavam com o ritmo da música [abaixo]. 

Hoje, para complementar, filmei trechos separados do meu rosto exposto a luzes estroboscópicas de diferentes tons. O planejamento é juntar as duas filmagens numa só.

3.5.13

CLIQUE SETE


Registro da vídeo performance (Nikon D7000)

Resolvi fazer uma vídeo-performance que expressasse bem as coisas que falei até agora. Pensei em usar meu rosto como tela para algum artista retratar a sua arte ali. Convidei Gugui Martinez para isso porque curto as pinturas caóticas e monstruosas que ele já faz. Levamos a tinta, os pincéis e a performance rolou enquanto o pessoal testava as novas máquinas Nikon D7000 da universidade.


Detalhe


Deixei o cara livre com as tintas. A experiência foi ótima e rendeu um vídeo gigante pra ser editado no trabalho final da disciplina.


Resultado
"Temos nosso pincel e nossas tintas: pintemos o paraíso e entremos nele" Nikos Kasantizakis

2.5.13

CLIQUE SEIS


Desordem (Sony DSC-HX1)

A semana foi pra eu me apaixonar pela sujeira e desorganização da Glitch Art e tentar criar algo em cima disso. Comecei fazendo a foto acima sem obedecer padrões. Busquei referências de artistas, descobri como eles atuavam e acabei chegando num hack maravilhoso do Windows que usa o Word para "bugar" fotos comuns, transformando-as em Glitch. Fiz o teste:


Acabei viciando nesse negócio e fazendo milhares de fotos nesse estilo, mas nada relevante o bastante pra colocar aqui. Só abstração mesmo :D

30.4.13

CLIQUE CINCO


Mãos (Sony DSC-HX1)

Começando a pensar no trabalho final, encontrando inspiração em muita coisa que vi, muita coisa que me mostraram, muitos artista que, de certa forma, fazem algo parecido com o que eu faço e é muito bom saber que tem mais gente além da gente pensando igual a gente ;)


Continuei exercitando abertura, ISO e exposição, agora tentando colocar as cores em primeiro plano.

27.4.13

CLIQUE QUATRO


Vitrais (Sony DSC-HX1)

Tirei a semana pra compreender nosso amigo Flusser e procurar entender a máquina fotográfica como ferramenta, fazendo fotos mais manuais e explorando melhor cada recurso. Sempre tive muita dificuldade pra saber quando colocar mais ISO, alongar a exposição, mudar a abertura, portanto fui ler tutoriais, descobrir a verdadeira função de cada coisa e me beneficiar com isso.

Alguns exemplos [todos postados como foram tirados, sem edição]:


Exposição


ISO



Abertura

"Somos, cada vez mais, operadores de rótulos, apertadores de botões, "funcionários" das máquinas, lidamos com situações programadas sem nos darmos conta delas, pensamos que podemos escolher e, como decorrência, imaginamo-nos inventivos e livres, mas a nossa liberdade e a nossa capacidade de invenção estão restritas a um software, a um conjunto de possibilidades dadas à priori e que não podemos dominar inteiramente. Esse é o ponto em que a Filosofia de Flusser quer justamente intervir: ela quer produzir uma reflexão densa sobre as possibilidades de criação e liberdade numa sociedade cada vez mais programada e centralizada pela tecnologia." Arlindo Machado sobre Flusser

20.4.13

CLIQUE TRÊS


Whatever people say i am... (Sony DSC-HX1)

Eu me fascino facilmente por boas ressignificações, reproduções, novas versões e tudo aquilo que tente resgatar o clássico e transformá-lo em algo atual. Durante o semestre, uni a paixão por arte e música participando com mais três amigos de um grupo que tinha como foco recriar capas famosas de discos colocando nós mesmos como modelos. 

O único trabalho em que apareci como modelo foi na releitura de Whatever people say i am... That's what i'm not, do Arctic Monkeys, capa que ironicamente não usa cor, mas aceita o preto e branco como sua própria mensagem. Ao invés do cigarro, uma língua de sogra.

13.4.13

CLIQUE DOIS


Vemelho (Sony DSC-HX1)

Buscando inspiração no documentário A Janela da Alma, que foi apresentado na aula e trata sobre a visão e o olhar, decidi continuar utilizando o que tinha ao alcance para montar as minhas fotos. Permaneci focando na cor como prioridade e, para esse trabalho em especial, decidi usar cores neutras com o vermelho estourado, direcionando o observador para o centro.

Acho que a cor forte disposta a grosso modo sobre o rosto transmite um sentimento interno que não fica claro. Ao meu ver, é justamente isso que intriga e capta a atenção.

6.4.13

CLIQUE UM


Autorretrato (Sony DSC-HX1)

O que acontece quando o artista se torna sua própria arte? Vivemos num mundo em que as cópias, a tecnologia e os simulacros parecem se tornar mais "reais" do que o original, que por sua vez acaba assumindo um papel cada vez mais secundário em qualquer processo. 


Prazer (Sony DSC-HX1)

Operar contra a diluição na criação e criar um campo onde a interpretação própria de cada registro seja ainda mais livre é a poética desse trabalho. Seja para contemplar a realidade sob um viés performático ou simplesmente colocar em prática o desenvolvimento do olhar artístico proposto na sala de aula, os exercícios aqui postados ganham corpo através da fotografia, tentando assimilar o que foi aprendido com relação a recursos, composição, luz, sombra e principalmente cor, elemento essencial em todas as imagens.